Os diferentes modelos e utilidades do funding no âmbito empresarial e imobiliário 

Publicado 09/03/2021 por

Uma das práticas de atuação do escritório diz respeito à formatação de modelos de investimento e financiamento (funding) de empreendimentos imobiliários, com a elaboração de acordos de acionistas e demais instrumentos jurídicos pertinentes. 

O funding no plano empresarial é a captação de recursos financeiros para o investimento específico pré-acordado de uma empresa, sendo que sua importância para o mercado atual consiste ao fato dos recursos das empresas serem limitados, de modo que uma estratégia de captação de recursos viabiliza o investimento em inovações e o crescimento empresarial sem o comprometimento do capital essencial para a manutenção da atividade. Assim, é importante discorrer sobre os tipos de funding: investidor anjo, venture capital, private equity, bootstrapping, crowdfunding e aceleradora. 

A modalidade de investidor anjo é formada por pessoas físicas detentoras de capital que investem em empresas com potencial de crescimento. Seu modo mais tradicional é o aporte de recursos financeiros e em troca participação no lucros. O venture capital consiste na captação de recursos provenientes de fundos de venture capital (grupos formados por pessoas com capital para aplicação em negócios lucrativos em estado inicial). Neste, a entrada de recursos de um fundo é concedida em troca de uma parcela da sociedade, de modo que o fundo se torna um dos sócios do negócio, possuindo direito de gestão e de receber lucro. 

O private equity é o fundo que busca negócios mais consolidados, com objetivo de comprar parte de uma empresa, gerar crescimento e depois vender sua parte. O bootstrapping consiste na captação de recursos realizada por meio do resultado das atividades do negócio, visando ao crescimento do negócio com recursos internos, tão somente. 

Por fim, há o crowdfunding e a aceleradora. O primeiro viabiliza que várias pessoas consigam investir pequenas quantidades de capital em seu projeto, sendo também conhecido como Financiamento Coletivo e, normalmente, realizado na internet, por meio de sites especializados. A segunda possui o foco de gerar crescimento em outras áreas, além da própria captação de recursos financeiros, oferecendo suporte em atividades como consultoria, mentorias e outros incentivos. 

Na esfera imobiliária, há três tipos de funding. O primeiro é o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), proveniente dos rendimentos das poupanças. Ainda, há o dinheiro aplicado em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotéticas (LHs) e Certificados Recebíveis Imobiliários (CRIs), em que os investidores dessas aplicações emprestam o dinheiro para quem possui interesse em comprar sua casa própria, de modo que este retorna para quem aplicou com correção ao final do investimento. Por último, há o FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço), que é recolhido dos salários dos trabalhadores que têm carteira assinada, que pode ser utilizado quando o valor do imóvel não ultrapassar de R$750.000,00. 

Assim sendo, é notória a importância dos investidores externos no processo de movimentação do mercado tanto empresarial, quanto imobiliário, devendo ser observado qual funding é o mais adequado a depender do caso concreto. 

 

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